Dicas para auxiliar na alfabetização de seu filho
1-Deixar
bilhetes ou escrever cartas
- Deixe recadinhos na porta da geladeira, escreva cartas e
estimule-a a fazer o mesmo (mesmo que saiam apenas rabiscos. Lembre-se: nessa
fase do desenvolvimento, não se erra, se tenta acertar). 'Vou escrever uma
carta para a vovó contando como estamos. O que você quer que eu conte para
ela?'. Recebeu uma carta ou encontrou um recadinho em casa? Leia em voz
alta.
2-Preparar
receitas culinárias na presença da criança - É importante que a família
chame a criança, desde muito cedo, para participar de algumas ações, de forma
que ela presencie o contato com a língua escrita. Na culinária isso pode
acontecer de maneira descontraída e divertida. Durante a receita de um bolo,
por exemplo, vá perguntando para a criança: "Vamos ver o que falta
colocar? Ah, ainda preciso colocar 3 ovos, está escrito aqui".
3-Ler
histórias - Leia com frequência para
seu filho: gibis, revistas, contos de fadas... Leia mais de uma vez o mesmo
livro, pois isso é importante para a criança começar a recontar aquela história
depois, no papel de leitora, inclusive passando as páginas do livro
corretamente. O que pouca gente lembra é que o ato de leitura deve começar
muito cedo, com crianças que ainda estão longe de serem alfabetizadas. Ao ouvir
histórias, a criança acaba percebendo que a leitura é feita da esquerda para a
direita (importante para o momento em que ela vai começar a riscar), consegue
diferenciar o que é texto do que é desenho, começa a notar que as palavras são
escritas separadamente formando frases.
4-Explorar
rótulos de embalagens - Alguns produtos são recorrentes na dispensa de nossas casas e as
crianças acabam se acostumando com a presença deles. Aproveite momentos de
descontração, como durante as refeições, para ler os rótulos junto com seu
filho. Com o tempo, ele começa a ler por imagem, por associação. Ele pode ainda
não estar alfabetizado, mas já sabe o que está escrito naquela embalagem. Os
rótulos são interessantes de serem lidos porque, na maioria dos casos, são
escritos em letra CAIXA ALTA, que é a qual a criança assimila antes da letra
cursiva.
5-Fazer
listas de compras com seu filho - Esta aí uma tarefa pra lá de corriqueira: fazer a lista de compras
do supermercado. Num ambiente alfabetizador, o momento pode ser aproveitado:
chame a criança para preencher a lista com você e faça com que ela perceba que
você anota no papel as coisas que irá comprar, para consultar lá no mercado
(uma forma de ela relacionar a linguagem oral com a escrita). Vá conversando
com ela: "Vamos anotar para não esquecer. O que mais vamos ter de comprar?
Então, vamos escrever aqui". Deixe que ela acompanhe com os olhos o que
você está escrevendo e vá falando em voz alta.
6-Aproveitar
as situações da rua -Placas de trânsito, destino de ônibus, outdoors, letreiros,
panfletos, faixas... Onde quer que frequentemos estaremos sempre em contato com
o mundo letrado e é ótimo que os diferentes elementos sejam aproveitados com a
criança. "Dá para levar em forma de brincadeira. 'Olha filho, tem uma
placa igual a essa em frente à nossa casa. Sabe o que está escrito nela?'’ ou
ainda 'Olha, filho, esse ônibus vai para Cajuru. Cajuru também começa com Ca,
igual o nome da mamãe, Carolina'. É por meio dessas situações que a criança vai
percebendo as diferentes funções da escrita e fazendo associações... É uma
forma não de ensinar/aprender, mas de brincar com as letras, com as palavras,
com a escrita e a leitura.
7-Fazer
os convites de aniversário com a criança - Escrever nos convitinhos de
aniversário é uma etapa da festa da qual a criança precisa participar. Pergunte
a ela: "o que teremos de escrever nos convites? Precisamos dizer onde vai
ser e a que horas". Isso pode ser feito desde o primeiro aniversário da
criança, repetindo nos anos seguintes, até chegar a vez em que ela própria irá
querer escrever sozinha, com sua letrinha. Outra atitude interessante é
escrever cartões de aniversário ou de casamento na frente da criança.
"Esses nossos amigos irão se casar. Vamos escrever uma mensagem a eles
para enviar junto com o presente?". Nos aniversários das pessoas da
família, incentive-a a escrever algum cartão, mesmo que ela faça apenas
desenhos. Pergunte que mensagem ela quis passar e em seguida faça um elogio ao
seu trabalho.
8-Montar
uma agenda telefônica - Agenda
telefônica é um bom objeto a ser explorado com as crianças. Ela mostra,
claramente, o que é texto e o que é número, com a função de cada um deles. O
texto é usado para escrever o nome das pessoas ou dos lugares, enquanto o
número é utilizado para informar o telefone. No dia a dia, chame a criança para
observar essa diferença. "Olha filho, deste lado ficam os nomes das
pessoas e deste o número do telefone delas. Vamos ver qual o número da casa da
titia?".
9-Apontar
outros materiais escritos - Brinquedinhos com palavras e números, calendários, jogos de
computador, álbum de fotografia com legendas, scrapbook, tudo isso pode estar
no ambiente de convivência da criança, mas... desde que realmente sejam usados
por ela, e não funcionem como meros enfeites do seu quarto. Houve um tempo em
que pais e professores acreditavam que bastava etiquetar os objetos (etiqueta
com a palavra cama na cama, com a palavra armário no armário) para as crianças
se familiarizarem com a língua. Mas as pesquisas mais atuais mostraram que os
diversos gêneros textuais precisam estar presentes e serem usados dentro de uma
função comunicativa. Portanto, quando for montar um álbum com fotos de uma
viagem, chame a criança para legendar cada foto com você. "Você lembra
como se chamava este lugar? Vamos escrever aqui para sabermos daqui a um
tempo".
10-Respeitar
o ritmo da criança -Sabe o que mais pode ajudar na alfabetização da criança?
Compreender o seu ritmo! Isso mesmo. Investir no ambiente alfabetizador é
importante para que as crianças ganhem mais intimidade com a língua escrita (e
dessa forma encontrem menos dificuldade quando estiverem aprendendo a ler a
escrever), mas isso não quer dizer que o processo será, necessariamente,
acelerado, e é importante que os pais tenham isso em mente. Lembre-se: começar
a ler e a escrever mais tardiamente não representa problema de aprendizagem ou
falta de inteligência. Na maioria dos casos, significa apenas que a criança
ainda não atingiu um nível necessário de maturidade. A criança fica um tempo
absorvendo muita informação e de repente dá uma decolada, mostrando que
conseguiu entender o processo. É literalmente um 'click', mas que acontece em
momentos diferentes para cada criança.
Fonte de
Pesquisa: http://www.pragentemiuda.org/2013/07/10-dicas-para-ajudar-na-alfabetizacao.html#ixzz38EiRc5r

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